CHATGPT: O GUIA COMPLETO

Você já conhece o ChatGPT? Talvez você ainda não conheça, mas se já experimentou essa ferramenta, provavelmente deve estar impressionado! O ChatGPT criar textos automaticamente com inteligência artificial e te dá respostas sobre qualquer assunto! Preparamos abaixo um artigo completo sobre ele.

O QUE É O CHATGPT?

Os chatbots são chats com “robôs”, ou seja, com IA. Imagem: O Hoje.com.

O ChatGPT é um chatbot de inteligência artificial (IA) lançado pela OpenAI em novembro. Ele foi projetado para responder perguntas sobre qualquer tema. É como uma pesquisa do Google, mas, ao invés de te trazer indicações de sites, ele elabora uma resposta para você.

Mas o ChatGPT não faz uma busca em toda a internet, como o Google. Ele usa uma base de dados própria com fontes que a OpenAI seleciona para que ele consulte. Essa base não inclui apenas textos da internet, mas também livros. Por enquanto, ele só tem informações até 2021, então não consegue responder questões muito recentes.

Esse chatbot também pode ser usado com diversas outras finalidades. Entre elas: escrever códigos de programação, compor poesias, traduzir textos, fazer resumos, resolver equações matemáticas e pedir indicações.

O serviço é completamente gratuito, e está disponível para web (PC), Android e iOS. Para usá-lo, é só cadastrar seu e-mail e confirmar o número de celular informado. Mesmo que a interface esteja em inglês, você pode perguntar tudo diretamente em português, e ele automaticamente responde na nossa língua.

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, é uma empresa criada por nada menos que Elon Musk. Mas ele deixou de participar dela quando ela passou por uma restruturação. Inicialmente, a empresa não tinha fins lucrativos, mas acabou mudando seu perfil. A OpenAI também é responsável pela ferramenta de criação de imagens a partir de textos DALL-E.

O CHATGPT FUNCIONA MESMO?

O ChatGPT é esperto, mas não é um guru. Imagem: ChatGPT.

O ChatGPT funciona com aprendizagem de máquina, usando feedback humano para se aprimorar. Se você não gostar de um resposta, dá para clicar em “Try again” (“tente de novo”) e pedir para que ele elabore uma nova. Cada resposta é criada no momento da interação, então o texto que o ChatGPT gera é sempre diferente, mesmo que a pergunta seja a mesma.

Se ainda assim você não ficar satisfeito, você pode dar um “dislike” e inserir a resposta que considera correta. Ele não vai começar a usar a sua sugestão imediatamente. Porém, essa contribuição vai servir para que ele aprimore as respostas com o tempo.

Esse robô pode ser muito esperto, mas não faz tudo: ele não realiza previsões, nem tem opinião própria. Se você perguntar qual é a música preferida dele, por exemplo, ele vai te dizer que é apenas um programa de computador e que não tem gostos pessoais ou emoções.

Na imagem acima, você pode ver que ele soube definir o que é play to earn, mas não pôde dar uma opinião sobre quais são o melhor jogos desse tipo. Por isso, a ferramenta é bacana, mas não substitui avaliações de comunidades especializadas, como a nossa.

Ele também não tem resposta para todas as questões. Se você perguntar quantas pessoas com determinado nome existem no mundo, por exemplo, ele vai te falar que não sabe porque não tem acesso a bases de dados privadas.

Além disso, o ChatGPT é programado para não responder a questões consideradas inapropriadas. Isso inclui qualquer manifestação de ódio, como racismo, sexismo, homofobia, etc. Mas também qualquer resposta que possa ajudar em alguma atividade ilegal.

ESSA IA PODE TRAZER PROBLEMAS?

Que dilemas éticos esse tipo de IA pode trazer? Imagem: Andrey Suslov/Getty Images.

O ChatGPT tem chamado a atenção pela sua capacidade de gerar respostas que realmente parecem ter sido escritas por seres humanos. Mas a OpenAI adverte que elas podem estar erradas. Esse chatbot simplesmente busca e reproduzir aquilo que está nas suas fontes, mas nada garante que elas tenham a informação correta.

Por outro lado, como ele só aciona o banco de dados criado pela OpenAI, isso pode fazer com que haja uma curadoria maior das informações, excluindo da busca as fontes menos confiáveis. Porém, isso também pode gerar um viés perigoso, já que a empresa poderia selecionar apenas as informações que lhe conviessem.

Como o ChatGPT não te mostra de quais fontes ele tirou a informação, você não tem como julgar se elas são confiáveis ou não. Além disso, você não pode indicar a fonte das informações para comprovar que você está bem fundamentado.

Também há outro risco: o de plágio. As ideias específicas de alguém podem ser reproduzidas pelo chatbot e depois pelos seus usuários sem que o autor receba os devidos créditos. Ainda por cima, alunos podem pedir para o chatbot produzir textos, e os professores podem ter dificuldade de identificar se quem escreveu foi o aluno ou o ChatGPT.

Segundo a OpenAI, em algum momento, a empresa vai precisar começar a gerar renda com o serviço. Talvez algumas de suas funcionalidades se tornem pagas, ou então ele exiba publicidades. Mas se a empresa passasse a receber para impulsionar determinados tipos de resposta, assim como o Google faz, isso seria comprometedor do ponto de vista ético.

É O FIM DO GOOGLE?

Seria o fim dos buscadores? Imagem: Algolia.

O ChatGPT tem sido visto como um possível substituto do Google. É que muitas pessoas, ao fazerem uma pergunta, preferem ler uma resposta direta do que receber indicações de sites. O próprio Google já tem trazido respostas a perguntas mais comuns nas suas páginas de busca.

Atualmente, parte das pessoas já têm buscado informações fora dos buscadores tradicionais. O YouTube, o Twitter e até o TikTok têm sido os lugares em que muitas pessoas têm ido para tirar dúvidas.

Além da funcionalidade muito superior a de outros chatbots, a popularidade rápida do ChatGPT mostrou que ele pode ser promissor nesse mercado. Ele alcançou a marca de 1 milhão de usuários em menos de uma semana após seu lançamento, em 30 de novembro de 2022.

Então, o surgimento do ChatGPT pode marcar uma grande mudança na forma como nos organizamos na internet. Já imaginou não usarmos mais buscadores como o Google, mas sim perguntarmos tudo para um “oráculo” como esse? Isso muda toda a lógica com a qual lidamos com a informação.

Quem acredita que isso vai acontecer é nada menos que Paul Bachheit, um dos criadores do Google. Para ele, essa transição não deve demorar mais do que dois anos para acontecer.

De toda forma, a IA generativa, que é a geração de textos, imagens ou vídeos de forma automática, é o grande destaque atual no mercado tecnológico, chamando atenção pelo seu aquecimento mesmo em meio à crise. Por isso, de uma forma ou de outra, ferramentas como essa tendem a se tornar cada vez mais presentes e importantes.

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Imagem de capa: Springboard.

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