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O QUE É A WEB3 E COMO ELA GARANTE O DIREITO À PROPRIEDADE

Web3 é um termo que vem sendo bastante usado na mídia e nas conversas sobre tecnologia, mas pouca gente sabe realmente o que ele significa. Se você ainda não conhece bem esse conceito, vai ver agora que é algo mais importante do que você pode imaginar!

A internet era para ser democratizante e libertadora, unindo todas as pessoas do mundo para o progresso social. Mas ela acabou caindo nas mãos de megaempresas e se tornou instrumento de lucro para algumas poucas organizações.

Hoje os usuários se tornaram produtos que fornecem dados privados em troca de entretenimento. Mas a web3 quer mudar isso! Ela promete ser mais segura, aberta e descentralizada. Acompanhe essa discussão!

WEB1, WEB2 E WEB3: UM RESUMO

Diferenças entre web1, web2 e web3. Imagem: CryptoStars (traduzido).

WEB 1: LEITURA

A web1 foi o período da web que se estendeu aproximadamente entre 1990 e 2005. Nessa fase, os protocolos eram abertos, descentralizados e governados pela comunidade. O valor produzido estava em torno dos usuários e dos construtores.

Esse período da web ficou conhecido como “somente leitura”, uma vez que as páginas não ofereciam muitas funções e interatividade. Basicamente havia apenas textos e ferramentas de busca. Os usuários não podiam gerar conteúdo, apenas os construtores.

WEB2: LEITURA E ESCRITA

A web2 se iniciou aproximadamente em 2005 e começou seu processo de declínio por volta de 2020. Diferente da sua antecessora web1, a web2 é centralizada e administrada por grandes corporações. A maior parte do valor produzido vai para megaempresas como Google, Facebook, Apple e Amazon.

No entanto, essa fase da internet trouxe muitos avanços tecnológicos em relação à anterior. A web passou a ser de leitura e escrita. Os blogs, salas de bate-papo e as redes sociais fizeram com que todos os usuários pudessem criar conteúdo, interagir uns com os outros e ter acesso a páginas personalizadas.

Mas à medida que fornecemos dados para as empresas na web2, ficamos mais vulneráveis. É que elas basicamente podem fazer o que quiserem com os nossos dados, e muitas vezes os vendem para terceiros sem o nosso conhecimento. Mesmo que isso esteja nas letrinhas miúdas dos termos de consentimento, é algo que dificilmente alguém percebe.

WEB3: DIREITO À PROPRIEDADE

A web3 é a fase que estamos vendo nascer. Ela combina o melhor das duas etapas anteriores: a descentralização da web1 e as funcionalidades avançadas da web2. A web3 é de propriedade dos usuários e construtores. Quatro qualidades a definem:

  • Descentralização: os dados não ficam sob a posse de poucas empresas, e as informações não têm que passar por intermediários.
  • Transparência: tudo fica registrado de forma clara, e qualquer um pode ter acesso a como e quando ocorreu cada processo.
  • Segurança: os dados não podem ser alterados, nem excluídos, e estão permanentemente disponíveis para o usuário.
  • Propriedade: cada um é dono de tudo o que produz, sejam seus dados, seu conteúdo ou suas transações.

O PROBLEMA DA IDENTIDADE DIGITAL

O seu eu no mundo digital está seguro? Imagem: RecFaces.

A FALSA SENSAÇÃO DE PROPRIEDADE NA WEB2

Na web2, a nossa propriedade sobre os dados que formam nossa identidade digital é apenas uma aparência. Nossa função é simplesmente fazer uploads e fornecer textos para servidores privados de empresas que têm o controle total sobre o conteúdo.

Temos as opções de excluir um arquivo ou um texto e de deletar uma conta, mas isso garante apenas que esses dados não serão mais públicos, não que eles deixarão de existir. Ainda que os termos de serviço determinem que os dados devam ser totalmente excluídos, essa é uma relação de confiança a ser estabelecida com empresas que têm seus próprios interesses.

Isso significa que não há como inspecionar os servidores nos quais os dados que compõem nossa identidade são armazenados, porque eles não são públicos. Do mesmo modo, as empresas também podem decidir apagar o nosso conteúdo a qualquer momento, fazendo com que percamos partes valiosas da nossa identidade digital.

Além disso, não podemos transferir livremente nossos dados de uma plataforma para outra. Isso porque eles não são verdadeiramente nossos. Pior, na web2, a nossa identidade não é nossa. Nós a entregamos para as plataformas privadas, e só elas a guardam.

IDENTIDADE E REPUTAÇÃO NA WEB3

Para ter a verdadeira propriedade da nossa identidade digital, é preciso garantir que ela seja portável. Isso quer dizer que você deve conseguir transferir seus dados de um lugar para outro na web sem nenhum impedimento.

Além da nossa liberdade, isso traz uma vantagem adicional: gera uma competição entre as plataformas para que você escolha em qual delas hospedar seus dados.

A nossa identidade digital também deve ser persistente. Para isso, você deve ter a segurança de que ninguém tem o poder de apagar ou alterar os dados que a compõem. A web3 é “livre de confiança”. Isso significa que você não precisa mais confiar nas empresas para cuidar dos seus dados.

Além disso, a nossa identidade também deve ser linkada à nossa reputação. Isso significa que é preciso haver meios de construir uma só reputação online a partir do impacto gerado pela nossa identidade na web, independente da plataforma em que os dados estiverem hospedados.

Isso inclui todo o conjunto de curtidas, comentários, seguidores, visualizações, análises, certificações, créditos, entre outros indicadores relacionados aos nossos dados.

Essas possibilidades asseguradas pela web3 fazem com que a nossa identidade digital corresponda o máximo possível a quem somos de fato. Dessa forma, a nossa presença online se torna muito mais efetiva no que diz respeito a questões como pesquisas e descobertas, por exemplo. Isso inclui encontrar fãs, pessoas com interesses em comum, eventos, etc.

Tudo isso traz humanidade para a web. Não somos mais apenas um número ou um endereço eletrônico. E os NFTs têm um papel importante nisso, ao abrirem comunidades e direitos para seus proprietários nos ecossistemas da web3. Os NFTs de domínio, em especial, têm um papel central, porque são uma forma de cada um de nós integrar a nossa identidade digital.

CENTRALIZAÇÃO VERSUS DESCENTRALIZAÇÃO

A descentralização é o ponto principal da web3. Imagem: Fintech Ranking.

O PROBLEMA COM AS PLATAFORMA CENTRALIZADAS

As plataformas centralizadas seguem um ciclo de vida padrão. Inicialmente, elas fazem de tudo para recrutar usuários, investidores, parceiros e criadores de conteúdo. À medida que esse processo se desenvolve, o poder delas sobre os usuários – e até mesmo sobre terceiros que nem a utilizam diretamente – só aumenta.

Chega um momento em que esse crescimento vertiginoso estagna, porque não há mais mercado para avançar. Nesse ponto, para continuar crescendo, elas passam a precisar extrair mais dados dos usuários e competir com antigos parceiros. Microsoft versus Netscape e Google versus Yelp são dois exemplos desse processo.

Essa transição de cooperação para competição pode gerar uma rasteira em parceiros externos. Por isso, empreendedores, desenvolvedores e investidores foram aprendendo a cada vez investir menos em plataformas centralizadas.

COMO FUNCIONA NA WEB3

Na web3, a propriedade e o controle são descentralizados. Cada usuário pode ser detentor de parte de um produto, protocolo ou organização por meio da posse de tokens, fungíveis ou não fungíveis. Por isso, o que os tokens fazem é dar um direito de propriedade. Ter a posse deles significa ser dono de uma parte da internet.

Os NFTs permitem que as pessoas sejam donas de qualquer tipo de coisa que elas queiram no universo digital, incluindo obras de arte, músicas, itens de games, passes de acesso, direitos de governança, códigos, textos, etc.

Os NFTs ficam nas blockchains, e, nelas, todas as transações ocorridas ficam registradas e não podem ser alteradas, tornando o processo totalmente transparente e seguro. Além disso, as transações entre duas pessoas não precisam passar por um órgão central ou controlador, como acontece na web2. Elas podem ir de “ponto a ponto” (P2P).

Os tokens unem usuários da web para trabalharem juntos com um objetivo em comum, que é o desenvolvimento da rede, o que normalmente faz com que os próprios tokens também se valorizarem. Dessa forma, o mercado não fica divido entre empresas que disputam usuários e investidores.

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Imagem de capa: jroballo/Getty Images/iStockphoto.

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